Resenha Histórica de Gondar

 A respeito da história desta  freguesia, no livro "Inventário Colectivo dos Arquivos Paroquiais vol. II Norte Arquivos Nacionais/Torre do Tombo" diz textualmente:

« Em 1258, é citada na lista das igrejas, situadas no território de Entre Lima e Minho, que pertenciam ao bispado de Tui. Neste documento, cujo original se encontra na Torre do Tombo, denomina-se "Gundar".

Em 1320, aparece enquadrada no arcediagado de Cerveira, como uma das igrejas do bispado de Tui no território de Entre Lima e Minho. Nesse ano, foi-lhe aplicada uma taxa a pagar, ao rei D. Dinis, de 30 libras.

Em 1546, Santa Eulália de Gondar estava integrada na Terra de Vila Nova de Cerveira e comarca eclesiástica de Valença, rendendo 13 mil réis.

O Censual de D. Frei Baltasar Limpo, na cópia de 1580 utilizada pelo Padre Avelino Jesus da Costa na elaboração do seu livro "A Comarca Eclesiástica de Valença do Minho", refere que, nesta época, "Santa Eulália de Gondar" pertencia à terra de Vila Nova de Cerveira, da colação do arcebispo.

Segundo Américo Costa, foi vigairaria da apresentação do mosteiro de São Bento de Viana do Castelo.

Em 1839, pertencia à comarca de Monção, aparecendo, em 1852, na de Valença. Por força do decreto de 12 de Julho de 1895, foi suprimido o concelho de Vila Nova de Cerveira, sendo Gondar anexada ao de Valença.

Em 1898, por decreto de 13 de Janeiro, o concelho de Vila Nova de Cerveira foi restaurado. Santa Eulália de Gondar volta a pertencer-lhe, em 1927, por força do decreto 13917, de 9 de Julho».

Ainda a respeito do passado de Gondar, sabe-se que junto à Igreja Paroquial foram, outrora, encontrados fragmentos de tégulas (espécie de telhas), cerâmicas romanas e também sarcófagos, o que vem provar a antiguidade desta freguesia.